Declamações Líquidas – 01

Publico aqui o primeiro de uma série de áudios com declamações de poemas que eu gosto. Com licença poéticaAdélia Prado Quando nasci um anjo esbelto,desses que tocam trombeta, anunciou:vai carregar bandeira.Cargo muito pesado pra mulher,esta espécie ainda envergonhada.Aceito os subterfúgios que me cabem,sem precisar mentir.Não sou tão feia que não possa casar,acho o Rio de…

Ode ao burguês

(Mário de Andrade) Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, (…)

Poema de natal

(Vinícius de Moraes) Para isso fomos feitos:Para lembrar e ser lembradosPara chorar e fazer chorarPara enterrar os nossos mortos –Por isso temos braços longos para os adeusesMãos para colher o que foi dadoDedos para cavar a terra. Assim será a nossa vida: Uma tarde sempre a esquecerUma estrela a se apagar na trevaUm caminho entre…